Qual método os profissionais de saúde podem utilizar para avaliar a sensibilidade dos pés das pessoas com diabetes?

Os profissionais de saúde podem utilizar o Teste de Toque de Ipswich como um método prático e eficaz para avaliar a sensibilidade dos pés de pessoas com diabetes. Este teste não requer equipamentos especializados, tornando-o acessível em diversas situações clínicas. Veja o passo a passo para aplicá-lo:

Procedimento para o Teste de Toque de Ipswich

  1. Escolha do local: encontre um ambiente tranquilo e adequado para realizar o teste.
  2. Posição do paciente: coloque a pessoa em uma posição confortável, sentada ou deitada, com o dorso dos pés voltados para cima.
  3. Remoção dos calçados: solicite que a pessoa retire os calçados e meias.
  4. Higiene das mãos: lave as mãos antes de iniciar o exame. Certifique-se de que suas unhas não estejam muito longas.
  5. Concentração do paciente: peça que a pessoa feche os olhos e se concentre apenas no toque de seu dedo, respondendo “sim” sempre que sentir o toque leve nos dedos dos pés.
  6. Aplicação do toque: usando o dedo indicador, toque levemente as pontas dos dedos dos pés, seguindo a sequência de 1 a 6. O toque deve ser breve, de 1 a 2 segundos por cada dedo.
  7. Dedo a ser tocadas: realize o toque no primeiro, terceiro e quinto dedo de cada pé. Caso não sinta o toque, não pressione mais forte; toque apenas uma vez em cada dedo.

Avaliação dos resultados

  • Sensibilidade positiva: se cinco a seis toques forem sentidos. Recomenda-se que essa pessoa retorne anualmente para reavaliação.
  • Sensibilidade negativa: se dois ou mais toques não forem sentidos. Isso indica uma perda de sensibilidade e um risco aumentado de complicações nos pés. É fundamental intensificar o acompanhamento e implementar medidas de prevenção.

Importância da educação em autocuidado

A educação estruturada é crucial na prevenção de úlceras nos pés associadas ao diabetes. É importante que as pessoas com diabetes:

  • Compreendam as orientações recebidas.
  • Estejam motivadas a aplicá-las no dia a dia.

O retorno às consultas é essencial para a estratificação do risco de ulceração. Além disso, os profissionais que fornecem essas instruções devem receber formação periódica para aprimorar suas habilidades no cuidado de pessoas em risco.

Esses cuidados podem ajudar a prevenir complicações graves e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Conteudista: Maria das Graças Velanes de Faria – Enfermeira (COREN-BA 39.834); Especialista em Educação em Diabetes e Saúde da Família. Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia / Coordenadora de Educação em Diabetes e Apoio à Rede.

Referências

https://dmsjournal.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13098-020-00534-2

https://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/IWGDF-2023-TRADUZIDO-Practical-Guidelines-1-1_230516_145830.pdf

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