O protocolo mais atual de suplementação de Ferro em crianças está descrito no Caderno dos Programas Nacionais de Suplementação de Micronutrientes do Ministério da Saúde lançado em 2022.
O Programa Nacional de Suplementação de Ferro (PNSF) prevê a administração diária de sulfato ferroso (10-12,5 mg de ferro elementar/dia) por um período de três meses consecutivos, seguido de uma pausa de três meses sem o suplemento (como consta no Quadro 2). Após esse intervalo, inicia-se um novo ciclo de suplementação diária de três meses. No total, crianças entre 6 e 24 meses devem passar por dois ciclos de suplementação (esquema detalhado na Figura 7). A suplementação deve ocorrer preferencialmente aos 6 e 12 meses de idade, devido à maior vulnerabilidade à deficiência de ferro nesse período e à alta demanda do mineral para o crescimento e desenvolvimento infantil, além de estar alinhada com o calendário de consultas de puericultura (disponível na Caderneta da Criança).
Quadro 2. Condutas do PNSF.
Figura 7. Esquema de suplementação com a pausa.
Recomendações especiais para o cuidado de crianças:
- Crianças em aleitamento materno exclusivo ou em uso de fórmula infantil só deverão receber suplementos a partir do sexto mês de idade.
- Crianças que não estejam em aleitamento materno exclusivo e recebam leite de vaca poderão ser submetidas à suplementação profilática de ferro a partir dos 4 meses de idade.
- Em casos de diagnóstico de anemia, o tratamento deve ser prescrito de acordo com a conduta clínica para anemia definida pelo profissional de saúde responsável.
- Para crianças pré-termo (< 37 semanas) ou nascidas com baixo peso (< 2.500 g), a conduta de suplementação segue as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria.
- As crianças e/ou gestantes que apresentem doenças que cursam por acúmulo de ferro, como doença falciforme, talassemia e hemocromatose, devem ser acompanhadas individualmente para que seja avaliada a viabilidade do uso do suplemento de sulfato ferroso.
- A suplementação profilática com ferro pode ocasionar o surgimento de efeitos colaterais em função do uso prolongado. Os principais efeitos são: vômitos, diarreia e constipação intestinal.
| Para todas as famílias que tenham crianças, é preciso aproveitar a oportunidade para reforçar as orientações sobre a importância de uma alimentação balanceada e saudável, seguindo as diretrizes do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos e do Guia Alimentar para População Brasileira . |
Conteudista: Suzane Gomes de Assis – Nutricionista – R2 Saúde da Família – UNEB.
Referências Bibliográficas:
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Promoção da Saúde. Caderno dos programas nacionais de suplementação de micronutrientes [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Departamento de Promoção da Saúde. – Brasília : Ministério da Saúde, 2022. 44 p. : il.