Qual deve ser o seguimento clínico de pacientes com relato de infecção pelo HPV na Atenção Primária à Saúde? 

A infecção pelo HPV é mito comum, na maioria dos casos, é transitória e comumente não apresentar nenhum sintoma, as pessoas não têm como saber que são portadoras do vírus. Normalmente o HPV é diagnosticado em homens e mulheres quando apresentam verrugas genitais encontradas no ânus, no pênis, na vulva, ou em qualquer área de pele podem ser diagnosticadas pelos exames urológico (pênis), ginecológico (vulva) e dermatológico (pele). A confirmação da infecção pelo HPV pode ser feita por exames laboratoriais, atualmente realizado pelo testes moleculares de DNA-HPV como método primário. Entretanto, não é indicado procurar diagnosticar a presença do HPV, mas sim quando há algum tipo de lesão clínica ou subclínica.  

O diagnóstico das verrugas anogenitais pode ser feito em homens e em mulheres por meio do exame clínico. As lesões subclínicas podem ser diagnosticadas por meio de exames laboratoriais (citopatológico, histopatológico e de biologia molecular) ou do uso de instrumentos com poder de magnificação (lentes de aumento), após a aplicação de reagentes químicos para contraste (colposcopia, peniscopia, anuscopia). E, para distinguir a lesão benigna da maligna, são realizadas biópsias e confirmação histopatológica. 

Pacientes que apresentem lesões clínicas sugestivas de infecção pelo HPV (como condilomas anogenitais), alterações citológicas persistentes ou quaisquer achados clínicos suspeitos de lesões precursoras ou malignidade devem ser encaminhadas oportunamente para a atenção especializada, conforme o caso (colposcopia, ginecologia ou dermatologia). 

A Atenção Primária à Saúde deve realizar o acompanhamento longitudinal dessas usuárias, monitorar e registrar os resultados dos exames, garantir a adesão ao rastreamento conforme as diretrizes vigentes. 

Destaca-se que o HPV é uma infecção de alta prevalência, geralmente assintomática e autolimitada. Nesse contexto, a vacinação e o rastreamento organizado do câncer do colo do útero constituem estratégias fundamentais para o controle da doença e a redução da morbimortalidade associada. 

 

Referências:  

  1. Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede. – 2. ed. rev. atual. – Rio de Janeiro: INCA, 2016. 
  1. Brasil. Ministério da Saúde. HPV. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hpv?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 25 de fevereiro de 2026. 

 

 

Conteudista: Naiara Andrade – Teleconsultora de Enfermagem – Núcleo Telessaúde bahia 

 

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