Quais ações da Atenção Primária à Saúde são essenciais para prevenir a mortalidade materna?

A Atenção Primária à Saúde (APS) é fundamental na prevenção da mortalidade materna, atuando desde a captação precoce da gestante até o acompanhamento no puerpério. A maioria das mortes maternas é evitável e está relacionada a falhas no acesso e na qualidade do cuidado (1,4). 

Entre as principais causas de mortalidade materna destacam-se a hipertensão (pré-eclâmpsia e eclâmpsia), as hemorragias graves relacionadas principalmente após o parto, as infecções puerperais, as complicações no parto e os abortos inseguros (3,4). 

Nesse contexto, a APS deve garantir um pré-natal oportuno e de qualidade, com identificação precoce de fatores de risco, estratificação adequada e encaminhamento em tempo oportuno. A educação em saúde é componente essencial do cuidado, com orientações sobre sinais de alerta como sangramentos, cefaleia persistente, alterações visuais, dor abdominal e febre (1,2). 

O reconhecimento precoce de intercorrências e a tomada de decisão rápida são fundamentais para evitar complicações graves. Além disso, a APS exerce papel central na coordenação do cuidado, assegurando a continuidade da assistência na rede de atenção à saúde (1,4). 

O acompanhamento no puerpério deve ser priorizado, considerando que parcela significativa das complicações ocorre nesse período. A realização de visita domiciliar e consulta puerperal contribui para a detecção precoce de agravos e qualifica o cuidado ofertado (1,3). 

Dessa forma, a atuação qualificada, oportuna e integrada da APS é determinante para a redução da mortalidade materna (1–4). 

 

Referências: 

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2012. 
  1. WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO Recommendations on Antenatal Care for a Positive Pregnancy Experience. Disponível em: <https://www.who.int/publications/i/item/9789241549912>. 
  1. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Protocolos assistenciais em obstetrícia.  
  1. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS). Plano de ação para acelerar a redução da mortalidade materna e da morbidade materna grave. Washington, D.C.: OPAS, 2017. Disponível em: <https://www.paho.org/pt/documentos/plano-acao-para-acelerar-reducao-da-mortalidade-materna-e-da-morbidade-materna-grave\>. Acesso em: 29 abr. 2026. 

 

 CONTEUDISTA: Naiara Andrade – Enfermeira – Teleconsultora de enfemagem 

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