A importância do protocolo de avaliação do frênulo da língua em bebês

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A mobilidade da língua é essencial para a realização de movimentos adequados, desempenhando um papel crucial em diversas funções orais, como sucção, fala, ingestão, mastigação, respiração e, especialmente, no aleitamento materno. O frênulo da língua é uma pequena prega de tecido mucoso que conecta a parte inferior da língua ao assoalho da boca, influenciando seus movimentos e funções. Alterações no frênulo lingual podem causar complicações nessas funções e afetar o desenvolvimento facial da criança (Marchesan, 2012).

A anquiloglossia, também conhecida como “língua presa”, é uma condição genética que causa uma alteração no frênulo lingual, tornando-o mais curto e limitando os movimentos da língua. Tal condição pode impactar na qualidade de vida das crianças e adultos, gerando alterações de desenvolvimento facial, como distúrbios do crescimento maxilar e mandibular, maloclusões, alterações de sono, atresia do palato, respiração oral, dificuldades nas funções sexuais, dificuldade na articulação na fala (Jesus, 2023; Leite, 2024; Marchesan, 2012).

Devido a demanda e necessidade de avaliação da língua, desde o ano de 2014, a Lei Federal nº 13.002 torna obrigatória a realização do Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês, em todos os hospitais e maternidades, como teste de triagem neonatal, realizado pelo fonoaudiólogo ou cirurgião-dentista (Brasil, 2014).

A literatura não é consensual quanto ao melhor teste para a identificação da anquiloglossia, e vários protocolos vêm sendo propostos. Os mais referenciados atualmente são o Protocolo de Bristol (2015) e o Protocolo de Martineli (2012) (Ribeiro, 2024).

Neste sentido, por meio da Nota Técnica Conjunta nº 52/2023, o Ministério da Saúde, em conjunto com pesquisadores e especialistas, realiza a adaptação do Protocolo Bristol (Bristol Tongue Assessment Tool – BTAT) para a língua portuguesa em busca de atingir uma equivalência conceitual, semântica e idiomática entre as ferramentas originais e a versão brasileira (Brasil, 2023; Venâncio, 2022).

O Protocolo Bristol, desenvolvido na Inglaterra, consiste em avaliar de maneira clara, simples e objetiva, a aparência e a funcionalidade da língua de bebês com anquiloglossia. Este instrumento permite também avaliar o grau de severidade da “língua presa”. Com o intuito de aprimorar a avaliação clínica, o mesmo grupo de pesquisadores desenvolveram, posteriormente, a versão ilustrativa do Protocolo Bristrol, chamada de Protocolo de Avaliação de anquiloglossia em bebês amamentando (The Tongue-tie and Breastfed Babies assessment tool – TABBY, 2019) (Ingram, 2015; Venâncio, 2022).

Para avaliar o grau de comprometimento da língua do bebê, a ferramenta considera 4 elementos (aparência, fixação, elevação e protrusão da língua). Cada elemento possui três imagens com os respectivos escores (0, 1, 2). O escore final é obtido pela soma dos escores de cada elemento. De acordo com o TABBY e o BTAT, a soma total define a severidade da anquiloglossia: um escore de 8 pontos indica função normal da língua; escores entre 6 e 7 pontos são considerados limítrofes; e escores de 5 pontos ou menos indicam comprometimento da função lingual (Venâncio, 2022).

A mobilidade da língua é essencial para a realização de movimentos adequados, desempenhando um papel crucial em diversas funções orais, como sucção, fala, ingestão, mastigação, respiração e, especialmente, no aleitamento materno. O frênulo da língua é uma pequena prega de tecido mucoso que conecta a parte inferior da língua ao assoalho da boca, influenciando seus movimentos e funções. Alterações no frênulo lingual podem causar complicações nessas funções e afetar o desenvolvimento facial da criança (Marchesan, 2012).

A anquiloglossia, também conhecida como “língua presa”, é uma condição genética que causa uma alteração no frênulo lingual, tornando-o mais curto e limitando os movimentos da língua. Tal condição pode impactar na qualidade de vida das crianças e adultos, gerando alterações de desenvolvimento facial, como distúrbios do crescimento maxilar e mandibular, maloclusões, alterações de sono, atresia do palato, respiração oral, dificuldades nas funções sexuais, dificuldade na articulação na fala (Jesus, 2023; Leite, 2024; Marchesan, 2012).

Devido a demanda e necessidade de avaliação da língua, desde o ano de 2014, a Lei Federal nº 13.002 torna obrigatória a realização do Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês, em todos os hospitais e maternidades, como teste de triagem neonatal, realizado pelo fonoaudiólogo ou cirurgião-dentista (Brasil, 2014).

A literatura não é consensual quanto ao melhor teste para a identificação da anquiloglossia, e vários protocolos vêm sendo propostos. Os mais referenciados atualmente são o Protocolo de Bristol (2015) e o Protocolo de Martineli (2012) (Ribeiro, 2024).

Neste sentido, por meio da Nota Técnica Conjunta nº 52/2023, o Ministério da Saúde, em conjunto com pesquisadores e especialistas, realiza a adaptação do Protocolo Bristol (Bristol Tongue Assessment Tool – BTAT) para a língua portuguesa em busca de atingir uma equivalência conceitual, semântica e idiomática entre as ferramentas originais e a versão brasileira (Brasil, 2023; Venâncio, 2022).

O Protocolo Bristol, desenvolvido na Inglaterra, consiste em avaliar de maneira clara, simples e objetiva, a aparência e a funcionalidade da língua de bebês com anquiloglossia. Este instrumento permite também avaliar o grau de severidade da “língua presa”. Com o intuito de aprimorar a avaliação clínica, o mesmo grupo de pesquisadores desenvolveram, posteriormente, a versão ilustrativa do Protocolo Bristrol, chamada de Protocolo de Avaliação de anquiloglossia em bebês amamentando (The Tongue-tie and Breastfed Babies assessment tool – TABBY, 2019) (Ingram, 2015; Venâncio, 2022).

Para avaliar o grau de comprometimento da língua do bebê, a ferramenta considera 4 elementos (aparência, fixação, elevação e protrusão da língua). Cada elemento possui três imagens com os respectivos escores (0, 1, 2). O escore final é obtido pela soma dos escores de cada elemento. De acordo com o TABBY e o BTAT, a soma total define a severidade da anquiloglossia: um escore de 8 pontos indica função normal da língua; escores entre 6 e 7 pontos são considerados limítrofes; e escores de 5 pontos ou menos indicam comprometimento da função lingual (Venâncio, 2022).

 

Uma imagem com captura de ecrã, texto
Descrição gerada automaticamente

Nas primeiras 48 horas após o nascimento do bebê, é realizada a avaliação do frênulo utilizando o Protocolo Bristol (BTAT) e TABBY. Esta avaliação permite apontar os casos mais graves e indicar a frenectomia ou a frenotomia lingual ainda na maternidade. Em casos de dúvida ou se não for possível visualizar o frênulo lingual, é recomendada a realização de uma avaliação minuciosa da dinâmica da amamentação na consulta da primeira semana de vida do recém-nascido, na Atenção Primária à Saúde (APS) (Brasil, 2023).

Caso haja a confirmação de que a alteração da função da língua está interferindo na amamentação, o bebê deverá ser encaminhado, de acordo com os protocolos estabelecidos no município, para os serviços disponíveis em cada região. Preferencialmente para locais com equipes multidisciplinares com experiência em amamentação como, por exemplo, equipes multiprofissionais e de Saúde Bucal da APS, Bancos de Leite Humano, ambulatórios dos Hospitais credenciados como “Amigo da Criança”, Hospitais de referência para Método Canguru, Centros Especializados em Reabilitação (CER) ou Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) (Brasil, 2023).

O tratamento ocorre por meio da cirurgia de freio lingual, um procedimento que geralmente possui curta duração e é realizado em ambiente de consultório/ambulatório odontológico. Possibilitando a liberação da língua e devolvendo a qualidade de vida para seu bebê/criança (Brasil, 2023).

O diagnóstico precoce é a melhor maneira de prevenir possíveis agravos ao bebê e a sua qualidade de vida. Por isso, a qualificação e a realização do teste pelo cirurgião-dentista nas consultas de puericultura é de suma importância. Cuidar da língua faz parte da saúde bucal e geral (Agostini, 2014; Jesus, 2023).

 

REFERÊNCIAS

  1. AGOSTINI, Onofre Santo. Testes de Linguagem Infantil. Brasília: Associação Brasileira de Fonoaudiologia, p. 14, 2014. Disponível em: https://www.sbfa.org.br/fono2014/pdf/testelinguinha_2014_livro.pdf. Acesso em: 30 ago. 2024.
  2. Lei nº 13.002, de 24 de junho de 2014. Dispõe sobre o sistema nacional de cultura e dá outras providências. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13002.htm. Acesso em: 30 ago. 2024.
  3. Ministério da Saúde. Nota técnica Nº 35, de 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/anquiloglossia_ministerio_saude_26_11_2018_nota_tecnica_35.pdf. Acesso em: 26 set. 2024.
  4. Ministério da Saúde. Nota técnica conjunta nº 52, de 2023: CACRIAD, CGACI, DGCI, SAPS/MS e CGSB. DESCO, SAPS/MS. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2023/nota-tecnica-conjunta-no-52-2023-cacriad-cgaci-dgci-saps-ms-e-cgsb-desco-saps-ms. Acesso em: 30 ago. 2024.
  5. INGRAM, Jenny et al. The development of a tongue assessment tool to assist with tongue-tie identification. Archives of Disease in Childhood-Fetal and Neonatal Edition, v. 100, n. 4, p. F344-F349, 2015. Disponível em:https://fn.bmj.com/content/fetalneonatal/100/4/F344.full.pdf . Acesso em 17 set. 2024.
  6. JESUS, L. C. S. Da criança que eu fui ao adulto que sou: narrativas sobre as limitações e superações com o freio lingual. Trabalho de conclusão de curso apresentado à Licenciatura em Pedagogia da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), 2023.
  7. LEITE, C. L. A. N.; ALBUQUERQUE, G. M. T.; LIMA, E. E. O. S.M.; SILVA, G. L.; SANTOS, V. C.; SILVA, L. A. E.; CONCEIÇÃO, M. P.; GIRÃO, A. L. P.; ASSUNÇÃO, T. S.; BARBOSA, E. F. Indicações da cirurgia de frenectomia lingual- uma revisão de literatura. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v.6, n.1, p. 695-712, 2024.
  8. MARCHESAN, Irene Queiroz; MARTINELLI, Roberta Lopes de Castro; GUSMÃO, Reinaldo Jordão. Frênulo lingual: modificações após frenectomia. Jornal da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, v. 24, p. 409-412, 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jsbf/a/dpSkDxpNjZb8cDs97Gn6cZJ/. Acesso em 30 ago. 2024.
  9. RIBEIRO, Giovanna Rodrigues et al. FRÊNULO LINGUAL: DIAGNÓSTICO E MODIFICAÇÕES APÓS FRENECTOMIA EM CRIANÇAS-UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA. E-RACE-REVISTA DA REUNIÃO ANUAL DE CIÊNCIA E EXTENSÃO, v. 12, n. 12, 2024.
  10. VENANCIO, Sonia Isoyama; BUCCINI, Gabriela; SANCHES, Maria Teresa Cera. “Adaptação Transcultural do Protocolo de Avaliação da Língua de Bristol (Brazilian Cross-Cultural Adaptation of the Bristol Tongue Assessment Tool-BTAT)) e do Protocolo de Avaliação de anquiloglossia em bebês amamentados (Tongue-tie and Breastfed Babies Assessment Tool-TABBY”. Relatório de pesquisa; Instituto de Saúde, São Paulo, 2022. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2022/09/1382359/relatorio_final1-1.pdf . Acesso em 18 set. 2024.

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