Mês de Referência: Maio de 2026
ID: 31188
Área Temática: Cuidados Primários; Promoção da Saúde
RESPOSTA:
Paciente pessoa idosa sem comorbidades ou contraindicações, pode receber a vacina contra febre amarela se houver viagem para área de risco ou circulação viral ativa. Nessa faixa etária, porém, a vacinação deve ser precedida de avaliação individualizada de risco-benefício, porque há aumento do risco de eventos adversos graves, especialmente em primovacinação.¹
Fundamentação Teórica:
Uma pessoa idosa saudável, sem: imunossupressão; neoplasia ativa; transplante; uso de imunossupressores; doença do timo; reação anafilática prévia; alergia grave a componentes da vacina, a vacinação costuma ser recomendada quando o risco epidemiológico da exposição é relevante.
O Ministério da Saúde orienta que pessoas ≥60 anos não vacinadas podem ser vacinadas quando residirem ou forem se deslocar para áreas com recomendação de vacina, preferencialmente pelo menos 10 dias antes da viagem. A idade é considerada uma precaução, e não contraindicação absoluta.¹
Orientações Práticas para a APS:
Orientações Práticas para a APS
Além da vacinação, é fundamental reforçar medidas de proteção individual contra picadas de mosquitos, como uso regular de repelentes (preferencialmente contendo DEET, icaridina ou IR3535); roupas compridas e claras; uso de telas em portas e janelas; mosquiteiros, principalmente em áreas rurais ou de mata; evitar exposição nos horários de maior atividade vetorial; eliminação de recipientes com água parada.²
Também é importante orientar o paciente quanto aos sinais de alerta após vacinação ou durante a viagem:
febre persistente;
icterícia;
dispneia;
alteração neurológica;
sangramentos;
dor abdominal importante.
Nesses casos, deve procurar avaliação médica imediata
Codificação:
CIAP2 A44 Vacinação/medicação preventiva
CID: A95
Referências:
- Brasil. Ministério da Saúde. Nota Técnica nº 39/2025-CGICI/DPNI/SVSA/MS. Atualiza as recomendações para vacinação contra febre amarela no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde; 2025.
- Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Guia prático de arboviroses urbanas: Atenção Primária à Saúde. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2025.