Na Atenção Primária à Saúde, a vacinação de pessoas com esclerose múltipla (EM) deve seguir as recomendações do Programa Nacional de Imunizações, considerando as condições clínicas do paciente e o uso de terapias imunomoduladoras ou imunossupressoras. A avaliação deve ser individualizada, especialmente nos casos em que há comprometimento do sistema imunológico.
Sempre que possível, recomenda-se a atualização do calendário vacinal antes do início de terapias imunossupressoras. Para pacientes já em tratamento, a indicação e o momento da vacinação devem ser avaliados de forma compartilhada com a atenção especializada, conforme o quadro clínico.
A APS tem papel fundamental na verificação da situação vacinal, na orientação do paciente e na prevenção de infecções, que podem interferir na evolução da doença. O acompanhamento longitudinal contribui para maior segurança e qualidade do cuidado.
Dessa forma, o manejo adequado da vacinação integra o cuidado contínuo às pessoas com esclerose múltipla, em consonância com os princípios da integralidade e da coordenação do cuidado no SUS.
Conteudista:
Luisa Larchert- Enfermeira Integrativa e Sanitarista
Teleconsultora de Enfermagem do Núcleo Telessaúde do Estado da Bahia
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Esclerose Múltipla. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Imunizações: 50 anos. Brasília: Ministério da Saúde, 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). Brasília: Ministério da Saúde, 2017.