A Doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que compromete inicialmente a memória e, com a evolução, pode afetar outras funções cognitivas, a autonomia e a realização das atividades de vida diária. Diante de alterações cognitivas persistentes, a Atenção Primária à Saúde (APS) possui papel fundamental na identificação inicial dos sinais, avaliação clínica e organização do cuidado.
Na APS, a abordagem deve considerar a história clínica, a evolução dos sintomas, o impacto das alterações cognitivas na vida cotidiana e as condições de saúde associadas. Também é importante investigar situações potencialmente reversíveis que possam contribuir para o comprometimento cognitivo e avaliar o uso de medicamentos e outros fatores que possam interferir na função cognitiva.
A atuação da equipe deve envolver a pessoa, seus familiares e/ou cuidadores, favorecendo o acompanhamento longitudinal, a identificação das necessidades de cuidado e a articulação com os demais pontos da Rede de Atenção à Saúde, quando necessária.
O Ministério da Saúde dispõe de Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Doença de Alzheimer, que orienta o diagnóstico, tratamento e acompanhamento das pessoas com a doença no SUS.
Na APS, reconhecer precocemente as alterações cognitivas e organizar o cuidado contribui para preservar a autonomia, orientar familiares e cuidadores e promover uma atenção integral e contínua.
Referência ABNT:
BRASIL. Ministério da Saúde. Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Alzheimer. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em:Acesso em: 15 set. 2026.