Quais os cuidados de saúde com o paciente domiciliado que é idoso, acamado e constipado?

O aumento da longevidade da população brasileira traz desafios especiais para a atenção à saúde do idoso, principalmente quando este é acamado e depende dos cuidados de outro indivíduo. Deve-se considerar os seguintes fatores que influenciam direta ou indiretamente nos hábitos de eliminações intestinais do paciente idoso acamado, dentre elas destacam-se: tipo de alimentação; ingestão de líquidos; intervalo e horário das refeições; pouca mobilidade física; ambiente em que está inserido; uso de medicamentos; tensão emocional. (1)

Nesse sentido, faz-se necessário o auxílio de uma equipe multiprofissional para assistência do idoso frágil e acamado. Além de práticas de medidas gerais que precisam ser reforçadas quando se encontra a causa para determinado problema, como a retirada ou troca das medicações que gerem o quadro de constipação, medidas dietéticas como ingesta de fibras, frutas, vegetais, hídrica, e se possível acompanhamento com nutricionista, principalmente aqueles com dieta por via sonda nasoenteral, estimular a mobilidade intestinal, realizando massagem abdominal, feita da direita para a esquerda, após 30 minutos das refeições, pode contribuir para a estimulação dos movimentos intestinais. Não fazer uso de laxantes osmóticos, estimulantes, lubrificantes e amaciantes de fezes sem orientação médica. (1)

É necessário orientação quanto aos cuidados e sinais de alerta de agravamento das doenças crônico-degenerativas, para desse modo minimizar os efeitos do processo de envelhecimento e priorizar o avanço da integralidade aos idosos acamados para uma gestão do cuidado desse paciente idoso cada vez mais eficaz. (2)

Referências

1. Alexandrino, E.G.; Marçal, D.S.F.; Antunes, M.D.; Oliveira, D.V.; Bertolini, S.M.M.G.; Bennemann, R.M. Perfil alimentar e estado nutricional de idosos em instituições de longa permanência no Brasil. REFACS. 2020.

2. SOUZA, M.S; PORTO, C.S.P. Constipação Intestinal: Prevalência e fatores associados em pacientes atendidos ambulatoriamente em hospital do Nordeste brasileiro. Nutr. clín. diet. hosp. 2016.

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